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Os carros consomem 20% mais combustível do que você imagina!

Um estudo explosivo da Comissão Europeia acaba de trazer à tona um segredo aberto no mundo automotivo: os carros consomem muito mais combustível do que os fabricantes afirmam. Essa revelação chocante pode virar o mercado de cabeça para baixo e a sua próxima compra.

O engano dos números oficiais revelado

A Comissão Europeia acaba de lançar uma bomba sobre o mundo automotivo. Seu estudo revela que os carros consomem e poluem até 20% mais do que as médias oficiais aprovadas. Essa diferença impressionante destaca a lacuna gritante entre as promessas dos fabricantes e a realidade nas estradas.

Essa descoberta alarmante se aplica a toda a frota de carros europeus, afetando tanto os veículos a gasolina quanto os a diesel. Os números falam por si: os carros a gasolina consomem 19,1% mais combustível do que o prometido, ou seja, 1,5 litro/100 km a mais do que o esperado. Para os veículos a diesel, a diferença é de 15,4%, o que representa 1,1 litro/100 km a mais.

Híbridos plug-in, campeões da dissimulação

Se a situação já é preocupante para os trens de força convencionais, ela se torna absolutamente escandalosa quando olhamos para os híbridos plug-in. Esses modelos, muitas vezes apresentados como a solução ideal para uma transição energética suave, mostram discrepâncias surpreendentes entre a teoria e a prática.
O estudo da Comissão Europeia revela que o consumo real de combustível dos híbridos plug-in é simplesmente astronômico. Embora os números oficiais indiquem um consumo médio de combustível de 1,69 litros/100 km, a realidade é muito mais sombria: esses veículos consomem uma média de 5,94 litros/100 km em condições reais. Essa é uma diferença impressionante de 71,5%, que questiona seriamente os benefícios ambientais desses motores.

Impacto ambiental subestimado

As consequências desse engano não se limitam à sua carteira. O meio ambiente também está pagando um preço alto por essas mentiras de omissão. As emissões reais de CO2 excedem em muito os números anunciados, prejudicando os esforços para reduzir a pegada de carbono do setor automotivo.
No caso dos veículos a gasolina, as emissões reais são 23,7% mais altas do que as médias aprovadas, ou seja, um extra de 34,6 g/km de CO2. Os veículos a diesel não ficam para trás, com emissões reais 18,1% mais altas do que os números oficiais, o que equivale a 27,8 g/km a mais de CO2 liberado na atmosfera.

O caso alarmante dos híbridos plug-in

A situação dos híbridos plug-in é particularmente preocupante em termos de emissões. Esses veículos, que supostamente representam uma solução para a transição ecológica, estão se tornando verdadeiras bombas-relógio ambientais. As emissões reais de CO2 são 3,5 vezes mais altas do que a média aprovada de 100 g/km.
A Comissão Europeia está apontando o dedo para o comportamento dos usuários, que não estão aproveitando ao máximo o potencial elétrico desses veículos. O relatório aponta que “esses carros não são usados em todo o seu potencial, especialmente porque não são recarregados e dirigidos no modo totalmente elétrico com a frequência que deveriam”.

Um vislumbre de esperança na neblina

Apesar desse quadro sombrio, a Comissão Europeia observa uma melhora em relação à situação anterior. A mudança do ciclo de homologação NEDC para o novo protocolo WLTP reduziu pela metade a diferença entre os números oficiais e a realidade. Em 2017, os carros consumiam e emitiam cerca de 40% a mais do que as médias aprovadas, em comparação com os 20% atuais.
Esse desenvolvimento mostra que o progresso é possível, mas que ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar a transparência total. Os fabricantes terão que redobrar seus esforços para fornecer dados mais próximos da realidade de como seus veículos são usados.

Veículos grandes na mira

O estudo da Comissão Europeia também aponta o dedo para os veículos maiores, como SUVs e carros de luxo. Esses gigantes das estradas mostram diferenças ainda maiores do que a média no consumo de combustível e nas emissões.
Essa tendência preocupante poderia “exacerbar os efeitos das mudanças observadas na frota de veículos, em que o tamanho e o peso médio dos veículos aumentaram, reduzindo os benefícios das melhorias na eficiência do combustível”. Essa constatação questiona a relevância desses veículos superdimensionados na luta contra o aquecimento global.
Em suma, esse estudo da Comissão Europeia lança uma luz severa sobre as práticas do setor automotivo em termos de consumo de combustível e emissões. Ele exige um despertar coletivo, tanto por parte dos fabricantes quanto dos consumidores, para que adotem um comportamento mais responsável e transparente. O futuro de nossa mobilidade e de nosso planeta depende disso.
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Escrito por Martim Lubianco

Sou Martim, um redator web especializado no universo dos carros esportivos e supercarros, combinando paixão por modelos clássicos com interesse por veículos de alta tecnologia. Fascinado pelo automobilismo e suas evoluções, dedico-me a explorar as últimas tendências, inovações tecnológicas e histórias fascinantes que movimentam esse setor.

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